Quem esperava assistir a sessão pela TV Câmara na Internet se frustrou, pois nenhuma imagem da sessão foi gerada, apesar de a Câmara Municipal estar pagando R$ 67 mil para execução do serviço. A transmissão pelo rádio e pelo site do Legislativo também foi comprometida por causa de interrupções no sinal da Internet. Os vereadores Bruno Reichardt (PMDB), Daniel ‘Puka’ Valdez (DEM), Dulce Manosso (PSDB) e Osmar de Mattos (PSDB) reagiram ás publicações do JP.
Os parlamentares foram educados em suas respostas à Imprensa sobre a vinculação financeira em contratos com a prefeitura, à exceção da vereadora Dulce Manosso, que mais uma vez perdeu a compostura, quebrou o decoro e dirigiu ofensas a jornalistas, chegando inclusive a ameaçár o jornalista Paulo Rocaro do JP, com afirmativas de que se fosse “mulher barraqueira”quebraria “o pau na cabeça dele [jornalista]”. Um fiasco presenciado por dezenas de pessoas que estavam assistindo a sessão. Foi a que mais acusou o golpe.
A descompostura da parlamentar obrigou o presidente da Casa, Ramão de Deus (DEM) a pedir desculpas à plateia. O jornalista Paulo Rocaro, que acompanhou a sessão pelo rádio, disse não ter ficado surpreso com a atitude da vereadora. “Não é a primeira vez que ela faz isso. A reação dela foi própria de quem não tem preparo para exercer o mandato; pessoas assim têm carreira política curta, mostram que já deram o que tinham que dar, não vão a lugar nenhum”, afirmou.
Sobre as ofensas, o editor-chefe do JP disse que entende que um vereador é soberano na tribuna e que não espera que os outros parlamentares cassem o mandato de Dulce, em função do corporativismo.“Minha defesa veio em inúmeros telefonemas de colegas de profissão e pessoas da sociedade, indignados, hipotecando apoio. Eu sei o que escrevi e por que escrevi. Não escrevo nada sem provas. Dizem que a verdade dói, deve ser por isso. Não serei eu quem vai derrubar a vereadora, ela cai sozinha, vai enterrar sua carreira política pela própria boca”, opinou.
Embora a votação da Câmara não tenha validade jurídica perante a Justiça, a vereadora Lourdes Monteiro (DEM) tentou retardar a votação do projeto de Kayatt, apresentando requerimento verbal pedindo que lhe fosse enviado cópia de todos os atos do prefeito nesse período que ele desejava ‘convalidar’. Não adiantou. À exceção dela, todos os demais vereadores votaram contra e rejeitaram o requerimento por maioria absoluta.
O projeto foi colocado em votação e como já havia sido previsto, também foi aprovado pela maioria, da forma como fora enviado por Kayatt. Na seqüência, a Câmara aprovou projetos autorizando o prefeito a vender através de licitação várias áreas públicas. A última sessão do semestre foi encerrada com a entrega de honrarias ao presidente da Sanesul e ao diretor do presídio de Ponta Porã.