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Internacionales
Colecionador de Ponta Porã e propietario do quadro censurado
Fecha de Publicación: 2026-02-10
PONTA PORÃ: A obra de arte ‘Castelinho’, do artista plástico Higino Portela, óleo sobre tela que havia sido produzido sob encomenda para a Funcespp (Fundação de Cultura e Esporte de Ponta Porã) e depois devolvido pelo órgão ao autor, sob alegação de que poderia constranger o prefeito Flávio Kayatt (PSDB), agora faz parte do acervo particular do comerciante Samuel Fialho e está exposta na residência do comprador.

 O quadro mostra a antiga sede do 4º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como ‘Castelinho’, que já foi alvo de muitos projetos – inclusive para se transformar num museu municipal, mas que continua se deteriorando sem que nenhuma verba pública seja aplicada no local – e a imagem de um homem de cadeira de rodas em frente ás ruínas do edifício, muito parecida com a do prefeito, que é cadeirante.

De acordo com informações, o quadro foi encomendado pela Funcespp no passado e deveria ser exposto na sede da instituição. Contudo, após a entrega, a criação não foi exposta e acabou devolvida a Higino Portela pelo presidente da Funcespp, professor Adir Teixeira de Oliveira, sob alegação de que o prefeito poderia interpretá-la como uma afronta ou provocação.

A suposta figura do prefeito em frente ao ‘Castelinho’ incomodou. Mas o pintor não se abateu e decidiu colocá-la à venda. Logo surgiu um comprador, o comerciante Samuel Fialho, que não revela o valor da transação, mas garante que o quadro atraiu sua atenção na primeira vez que colocou os olhos nele. “É uma obra que diz tudo sem palavras”, disse ele.

Samuel Fialho possui um acervo com várias obras de renomados artistas brasileiros e também pintores locais, como é o caso do quadro ‘Rosas’, da artista plástica Maria Bonita Rodrigues Georges, que adquiriu numa rifa. Sem entrar no mérito da ‘censura’ à obra, Samuel Fialho disse que aprendeu a gostar de obras de arte com um amigo, o artista plástico Hélio das Neves, hoje de renome internacional.

Revela que já ignorou obras aparentemente insignificantes, mas que hoje “valem milhões”. Lembra que por viajar bastante, sempre procura visitar os museus “para apreciar criações de diferentes artistas”. Praticamente todas as dependências da residência do comerciante são decoradas com obras de arte. São produções de diferentes tendências, materiais e estilos.


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